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Nascido em 1970 começou a tocar aos 9 anos de idade. Seus primeiros contatos com instrumentos de corda aconteceram nas rodas formadas por peões da fazenda de seu avô, onde tocavam cavaquinho usando lascas de chifre de boi como palheta. Mas somente aos 13 anos, por incentivo de seu pai Alberto Castilho (trompetista), passou a estudar música seriamente.
Sua primeira incursão na música como profissional aconteceu em 1991 enquanto ainda terminava o curso de Engenharia Civil. Foi com o grupo Mr. Jazz, do qual foi um dos criadores. Com um repertório composto de stan-dards de jazz e da MPB atuaram em casas de show no Rio de Janeiro durante 2 anos sempre com sucesso de público e crítica. Tempos depois foi convidado pelo tecladista e produtor Fábio Fonseca à fazer parte de sua banda , o que lhe abriu as portas para a música pop brasileira. Mais tarde chamado pelo mesmo teve sua primeira experiência em estúdio gravando a música “Lôrabúrra” com Gabriel Pensador (1993). No mesmo ano também aconte-ceu sua estréia na MPB quando foi chamado para gravar o disco “Bolero” da cantora Nana Caymmi.
No início de 1994 após voltar de uma temporada nos E.U.A., o cantor Ed Motta resolveu montar uma nova banda con-vidando Castilho para fazer parte dela. Com ele ficou durante 2 anos fazendo shows pelo Brasil inteiro, além de algumas apresentações internacionais.
Em ´95 um encontro com o violonista João Lyra levou João Castilho a um contato mais fiel com o violão brasileiro. Lyra o chamou para, ao seu lado, formar o duo de violões que integra a banda de Tânia Alves, com quem tocam juntos até hoje.
Convidado pela cantora Sandra de Sá teve sua primeira experiência como diretor musical. Foi em 1997 no show de lançamento do CD “A Lua Sabe Quem Eu Sou” com direção geral de Miguel Falabella . Após as estréias no Rio e em São Paulo, excursionou com o show por todo Brasil.
No início de ’98 Castilho se juntou novamente a Ed Motta sendo chamado por ele para fazer a direção musical e tocar em seu novo show “Manual Prático para Festas Bailes e Afins”. No final desse ano surge um convite que resultou em um grande momento em sua carreira, participar como convidado especial no show de fim de ano de Roberto Carlos na rede Globo de televisão. Ao lado de Robertinho de Recife e João Lyra, Castilho completou o trio de violões que acompanhou o cantor no momento acústico do show.
Fez parte da Orquestra de Vittor Santos, a “V.S.O.”, com a qual participou do Free Jazz Festival de 1999.
Em 1998 foi convidado pelo cantor e compositor Djavan à fazer parte de sua banda, fazendo shows por todo Brasil e no Exterior. Com ele gravou os discos “Bicho Solto, o XIII” e “Ao Vivo”(este com mais de 2 milhões de cópias vendidas).
João Castilho tem um grande envolvimento com o ritmo e com a melodia, é um guitarrista que tem fluência em diversos estilos musicais, um músico que constrói um sólido “link” entre a música e o seu instrumento, sempre atento para que essa relação não seja conflitante. “Eu toco como se estivesse cantando, tento passar as nuances de uma voz ou de um instrumento de sopro” diz Castilho. Este pensamento mostra um músico que tem um compromisso com a música antes mesmo do que com o seu próprio instrumento. Livre de preconceitos musicais, esteve sempre aberto a todo tipo de música que chegava até ele. Foi com esse espírito que Castilho resolveu registrar a sua própria música lançando o seu primeiro CD solo Equilibrium. Uma produção independente com composições e arranjos próprios.
Recentemente Castilho lançou juntamente com o baixista André Rodrigues e o baterista Renato Massa o Livro Toque Junto pela editora Lumiar.
Ao lado de André Rodrigues (contrabaixo elétrico e acústico), Marcelo Martins (saxofones e flauta) e Renato Massa (bateria), Castilho é integrantes do novo grupo Foco.
Castilho é endorser dos pedais Onerr, cordas SG Strings , amplificadores Warm Music, cabos Hayonik e recebe apoio da loja Music Mall.